Slug: /blog/oleo-basico-grupo-2 Termo-alvo: óleos básicos grupo 2 (autocomplete e PAA; posição 9,67 no Search Console em ago/2026) Categoria: Técnico Industrial Meta description: Óleo básico Grupo 2: o que o hidrorrefino muda em relação ao Grupo 1, quando a troca compensa e como a Kelpen Oil produz e analisa cada lote.
O óleo básico Grupo 2 é um óleo mineral parafínico que passou por hidrorrefino: um tratamento com hidrogênio, sob pressão e temperatura, que remove enxofre, nitrogênio e compostos aromáticos da estrutura. O resultado é uma base com mais de 90% de saturados, menos de 0,03% de enxofre e índice de viscosidade acima de 80, os três critérios que a classificação API usa para separar o Grupo II do Grupo I. Na prática, isso significa uma base mais estável à oxidação, de cor mais clara e comportamento mais previsível lote após lote.
A pergunta certa, porém, não é "qual grupo é melhor". É "qual grupo a minha formulação exige". Grupo 1 e Grupo 2 continuam coexistindo no mercado porque resolvem problemas diferentes.
O que são óleos básicos do Grupo 2?
São bases parafínicas hidrorrefinadas, classificadas pelo American Petroleum Institute (API) segundo três parâmetros: teor de saturados acima de 90%, enxofre abaixo de 0,03% e índice de viscosidade entre 80 e 120. O hidrorrefino satura os anéis aromáticos e remove os heteroátomos que aceleram a oxidação. Sobra uma estrutura molecular mais uniforme, e uniformidade é o que garante comportamento repetível.
Na Kelpen Oil, fabricante brasileira de lubrificantes e óleos básicos com laboratório próprio em Arujá (SP), o Grupo II é a linha HBP-I, disponível em viscosidades que cobrem do fluido leve para graxas e lubrificantes industriais até bases para formulação automotiva.
Qual a diferença entre o Grupo 1 e o Grupo 2?
Critério API Grupo I Grupo II Processo Refino por solvente Hidrorrefino Saturados Abaixo de 90% Acima de 90% Enxofre Acima de 0,03% Abaixo de 0,03% Índice de viscosidade 80 a 120 80 a 120 Estabilidade oxidativa Referência Superior Solvência (resposta a aditivos) Superior Menor Cor Mais escura Mais clara
A linha que decide não é a viscosidade: é a estabilidade oxidativa. Dois básicos com o mesmo ISO VG e grupos diferentes envelhecem em velocidades diferentes dentro do equipamento. A cadeia é direta:
mais aromáticos e enxofre na estrutura → oxidação mais rápida
oxidação → aumento de acidez (TAN) e formação de borra
borra → depósito em galerias, filtros e válvulas
depósito → troca antecipada, e a troca antecipada é o custo que não aparece no preço do litro
Por outro lado, o Grupo I tem um trunfo que o hidrorrefino reduz: solvência. Os aromáticos que aceleram a oxidação são os mesmos que dissolvem melhor certos pacotes de aditivo e que interagem melhor com elastômeros e compostos de borracha. Por isso plastificantes e extensores continuam sendo território de Grupo I e de bases naftênicas.
Quando a troca do Grupo 1 pelo Grupo 2 compensa?
Compensa quando a formulação trabalha quente, aerada ou por longos intervalos. Óleos hidráulicos de ciclo severo, lubrificantes industriais de circulação, graxas de vida longa e formulações automotivas que perseguem especificações modernas se beneficiam diretamente da estabilidade extra. Não por acaso, especificações de motor mais recentes praticamente empurraram os formuladores para os Grupos II e III.
Não compensa quando a solvência é o requisito. Plastificante para borracha, extensor, formulação de adesivo e aplicações onde o básico precisa "carregar" bem o aditivo seguem melhor servidas pelo Grupo I ou pelo naftênico. Trocar por trocar, nesses casos, é pagar mais caro por uma propriedade que a aplicação não usa.
O critério, resumido: estabilidade pede Grupo II; solvência pede Grupo I ou naftênico.
Qual a diferença entre óleo C2 e C3?
C2 e C3 não são grupos de óleo básico: são categorias da especificação europeia ACEA para óleos de motor acabados, ligadas a teor de cinzas sulfatadas e compatibilidade com sistemas de pós-tratamento. A confusão é comum porque "Grupo 2" e "C2" soam parecidos. A regra para não errar: Grupo (I a V) classifica a matéria-prima; C2 e C3 classificam o lubrificante pronto. Um óleo C3 pode ser formulado sobre bases de Grupo II ou III, mas o número não tem relação direta.
Como saber de qual grupo é o básico que você compra?
O boletim de análise responde. Três ensaios contam a história:
Percentual de carbono aromático, naftênico e parafínico (CA/CN/CP), por ASTM D2140 e D3238. No laboratório da Kelpen Oil, esse ensaio roda no Abbemat 350 da Anton Paar. É ele que revela a estrutura real da base: um Grupo II hidrorrefinado típico da linha HBP-I apresenta carbono aromático abaixo de 1%.
Espectrometria ICP, por NBR 14786, no Optima 7000 DV da PerkinElmer, que quantifica enxofre e metais em ppm.
Índice de viscosidade, por NBR 14358, no viscosímetro SVM 4001 da Anton Paar.
Esse é o ponto que separa fornecedor de parceiro técnico: a Kelpen Oil analisa todo lote que produz e todo lote que recebe, e emite laudo técnico por lote. Para o formulador, que vive de consistência, a pergunta "qual grupo é" vem sempre acompanhada de outra: "ele é igual ao do mês passado?". A resposta só existe onde existe laboratório.
Perguntas frequentes
O que são óleos básicos do Grupo 2? Bases minerais parafínicas hidrorrefinadas com mais de 90% de saturados, menos de 0,03% de enxofre e índice de viscosidade entre 80 e 120, conforme a classificação API.
O Grupo 2 substitui o Grupo 1 em qualquer formulação? Não. Ele substitui com vantagem onde estabilidade oxidativa manda. Onde a solvência decide, como em plastificantes e adesivos, o Grupo I ou o naftênico seguem sendo a escolha correta.
O que significa o óleo SN? SN vem de "solvent neutral": é a nomenclatura tradicional dos básicos de Grupo I refinados por solvente, seguida da viscosidade (SN 150, SN 500). Um SN 150 é, por definição, um Grupo I.
Qual a diferença entre óleo C2 e C3? São categorias ACEA de óleo de motor acabado, relacionadas a cinzas e pós-tratamento. Não têm relação com os grupos API de óleo básico.
A Kelpen Oil produz Grupo 2 no Brasil? Sim. A linha HBP-I é produzida em Arujá (SP), com primeiro refino, controle de laboratório próprio e laudo técnico por lote, desde 1999.
Confirme a especificação antes de trocar
A migração entre grupos mexe em solvência, resposta a aditivo e compatibilidade com elastômero. Antes de decidir, a Equipe Técnica Kelpen Oil avalia a aplicação, a viscosidade, o pacote de aditivos e a exigência de estabilidade, e confirma a base correta. Se você já usa um básico e quer saber exatamente o que ele é, o laboratório da Kelpen Oil presta serviço de análise para qualquer empresa, inclusive de óleo que não produziu. Fale com um especialista, sem compromisso.
Equipe Técnica Kelpen Oil




