HBP-S
Grupo III · alto índice de viscosidade
Óleos básicos parafínicos do Grupo III, com teor de saturados elevado, enxofre residual e alto índice de viscosidade. São a base mineral de mais alto desempenho, indicada para formulações que precisam conciliar proteção, baixa volatilidade e comportamento a frio.
Disponível em:
Propriedades
índice de viscosidade
ALTO
Composição
Base
HBP-S
Grupo III · alto índice de viscosidade
Óleos básicos parafínicos do Grupo III, com teor de saturados elevado, enxofre residual e alto índice de viscosidade. São a base mineral de mais alto desempenho, indicada para formulações que precisam conciliar proteção, baixa volatilidade e comportamento a frio.
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Sobre o produto
Detalhes técnicos e aplicações
Descrição completa
A linha HBP-S reúne os óleos básicos parafínicos do Grupo III da Kelpen Oil, disponíveis em três graus. São bases de teor de saturados elevado, enxofre residual e alto índice de viscosidade, o patamar mais alto da classificação mineral da API. É a base indicada para formulações automotivas e industriais de alto desempenho, que precisam conciliar proteção em serviço com comportamento adequado a frio. Cada lote é analisado no laboratório próprio da Kelpen Oil em Arujá (SP), com laudo técnico acompanhando a entrega.
O que é um óleo básico Grupo III
A classificação da API define o Grupo III por três critérios simultâneos: teor de saturados acima de 90%, teor de enxofre abaixo de 0,03% e índice de viscosidade igual ou superior a 120.
Os dois primeiros critérios o Grupo II também atende. O que separa o Grupo III é o terceiro: o índice de viscosidade. Enquanto o Grupo II fica entre 80 e 120, o Grupo III parte de 120 e vai além, resultado de um hidroprocessamento mais severo, que não apenas remove os compostos indesejáveis como reestrutura as moléculas de hidrocarboneto.
O resultado é uma base cuja viscosidade varia menos com a temperatura, entregando filme mais previsível tanto na partida fria quanto na operação quente.
Por que o índice de viscosidade decide a formulação
Todo óleo afina quando esquenta e engrossa quando esfria. O índice de viscosidade mede o tamanho dessa variação: quanto maior o IV, menos o óleo muda de comportamento entre o frio da partida e o calor da operação.
Isso resolve um conflito que existe em toda formulação. O lubrificante precisa estar fluido o bastante na partida a frio, para circular rápido e chegar aos pontos de lubrificação antes que o desgaste aconteça, e precisa estar espesso o bastante na temperatura de trabalho, para sustentar o filme sob carga.
Com uma base de IV baixo, atender aos dois extremos exige escolher um lado ou depender pesadamente de aditivos melhoradores de índice de viscosidade, que se degradam por cisalhamento ao longo do uso. Com uma base de Grupo III, boa parte desse trabalho já vem da própria base, o que dá ao formulador margem para trabalhar mais leve a frio sem perder corpo a quente, e reduz a dependência de aditivo que envelhece.
O ensaio que traduz o lado frio dessa equação é a viscosidade CCS, que simula o esforço para girar o motor com o óleo espesso. Quanto menor o valor, mais fácil a partida e mais rápido o óleo chega onde precisa chegar. Índice de viscosidade e CCS, juntos, são os dois números que definem se uma base serve à formulação pretendida.
Os três graus da linha HBP-S
A linha cobre três posições na escala de viscosidade, todas dentro do Grupo III. A diferença entre elas não está no tipo de base, e sim em onde cada uma se encaixa na formulação:
HBP-S 4 III O grau mais leve da linha. É o de menor viscosidade e menor viscosidade CCS, o que o torna a base para formulações automotivas de baixa viscosidade que visam as especificações API, ACEA e ILSAC vigentes. Escolhido quando o comportamento na partida a frio é o requisito que aperta.
HBP-S 6 III O grau intermediário. Viscosidade e índice de viscosidade superiores aos do grau 4. É a escolha quando a formulação precisa de mais corpo na temperatura de operação, mantendo o comportamento a frio sob controle. O ponto de equilíbrio da linha, e o mais versátil em blends.
HBP-S 8 III O grau mais viscoso da linha. O de maior viscosidade e maior índice de viscosidade entre os três. Indicado para formulações que exigem corpo maior com estabilidade térmica elevada, e para blends em que a função da base Grupo III é elevar o índice de viscosidade do conjunto.
Os valores de índice de viscosidade e de viscosidade CCS de cada grau são verificados no laboratório da Kelpen Oil e constam do boletim técnico, enviado pelo time comercial. É com esses números na mesa que a escolha do grau se fecha.
Onde a linha HBP-S é usada
Formulação de óleos de motor de alto desempenho, para atender às especificações API, ACEA e ILSAC vigentes
Formulações que exigem bom comportamento na partida a frio
Lubrificantes industriais de vida estendida, em que a estabilidade oxidativa da base define o intervalo de troca
Formulações que buscam reduzir a dependência de aditivos melhoradores de índice de viscosidade
Blends com bases de outros grupos, para elevar o índice de viscosidade do conjunto
Uma distinção que evita erro de especificação
Uma base do Grupo III não "atende" às especificações API, ACEA ou ILSAC. Essas especificações se aplicam ao óleo acabado, e a aprovação depende do conjunto formado pela base, pelo pacote de aditivos e pelos ensaios de desempenho do produto final.
O que uma base do Grupo III entrega é a plataforma que torna esse desempenho alcançável: índice de viscosidade e estabilidade oxidativa dentro do patamar que as especificações modernas exigem. A responsabilidade pela conformidade do produto acabado é do formulador.
Vale dizer isso com clareza porque o mercado costuma abreviar, e a abreviação gera erro de especificação que só aparece no ensaio de homologação, quando já custou caro.
Grupo II, Grupo III ou Grupo III+
A Kelpen Oil disponibiliza a escala completa, e a escolha é da formulação:
Linha HBP I, Grupo II. Hidrorrefinado, com índice de viscosidade entre 80 e 120. Atende a maior parte das formulações industriais e automotivas convencionais, com boa equação de custo. https://kelpenoil.com/produtos/base-oil/industrias-quimicas-e-produtores-de-lubrificantes/grupo-ii/linha-hbp-i
HBP-S, Grupo III. Índice de viscosidade a partir de 120, em três graus, para formulações de alto desempenho.
HBP-E, Grupo III+. Obtido por isomerização de cera, leva o índice de viscosidade um degrau acima, para óleos de motor de baixa viscosidade que visam as especificações mais recentes. https://kelpenoil.com/produtos/base-oil/industrias-quimicas-e-produtores-de-lubrificantes/grupo-iii/hbp-e
Linha HBP, Grupo I. Refino a solvente, com maior poder de solvência, do spindle ao bright stock.
https://kelpenoil.com/produtos/base-oil/industrias-quimicas-e-produtores-de-lubrificantes/base-parafinica/linha-hbp
Controle de qualidade: laboratório próprio
Todo lote da linha HBP-S é analisado no laboratório da Kelpen Oil em Arujá (SP). Nos básicos do Grupo III, os ensaios que confirmam o patamar da base são a viscosidade cinemática a 40 °C e a 100 °C pela ASTM D7042, o índice de viscosidade pela NBR 14358, a viscosidade CCS de partida a frio pela NBR 14173, a espectrometria ICP pela NBR 14786, que quantifica metais e contaminantes em ppm, e a composição de carbonos pelas normas ASTM D2140 e ASTM D3238.
São cinco dos mais de 25 ensaios do parque analítico, que inclui ainda análise por infravermelho pela ASTM E2412, fluorescência de raios X pela ASTM D6481, ponto de fulgor pela NBR 11341, ponto de fluidez pela NBR 11349 e cor ASTM pela NBR 14483. O laudo técnico acompanha cada lote.
Em Grupo III, essa verificação é o que sustenta a formulação: o valor da base está no índice de viscosidade e na pureza, e os dois só existem se forem medidos lote a lote. Base premium sem laudo é base comum com preço de premium.
Perguntas frequentes
O que é óleo básico Grupo 3?
É a base parafínica de mais alto refino da classificação mineral da API, definida por teor de saturados acima de 90%, enxofre abaixo de 0,03% e índice de viscosidade igual ou superior a 120. É a base que viabiliza óleos de motor modernos de baixa viscosidade, com comportamento a frio controlado.
Qual a diferença entre Grupo II e Grupo III?
O índice de viscosidade. Os dois atendem aos mesmos limites de saturados e de enxofre, mas o Grupo II fica entre 80 e 120 e o Grupo III parte de 120. Na prática, o Grupo III varia menos com a temperatura, o que permite formular graus mais leves sem sacrificar proteção a quente.
Grupo III é óleo sintético?
Tecnicamente é uma base mineral de altíssimo refino, obtida do petróleo. Comercialmente, muitos mercados aceitam rotular como sintéticas as formulações construídas sobre Grupo III. Bases sintéticas na definição da API são o Grupo IV, das polialfaolefinas, e parte do Grupo V.
O que é índice de viscosidade?
É a medida de quanto a viscosidade de um óleo varia com a temperatura. Quanto maior o índice, menor a variação e mais previsível o comportamento do lubrificante entre a partida a frio e a temperatura de operação. É determinado pela NBR 14358, a partir das viscosidades medidas a 40 °C e a 100 °C.
O que é viscosidade CCS?
CCS é o ensaio de simulação de partida a frio, que mede o esforço para girar o motor com o óleo espesso. Quanto menor o valor, mais fácil a partida e mais rápido o óleo chega aos pontos de lubrificação. É o ensaio que define o grau W na classificação SAE.
Quantos graus tem a linha HBP-S?
Três: HBP-S 4 III, HBP-S 6 III e HBP-S 8 III, do mais leve ao mais viscoso, todos dentro do Grupo III. A escolha entre eles depende da viscosidade alvo da formulação e do requisito de comportamento a frio.
Uma base Grupo III atende à ILSAC GF-6?
Não diretamente. Especificações como ILSAC, API e ACEA se aplicam ao óleo acabado, e a aprovação depende da base somada ao pacote de aditivos e aos ensaios de desempenho. O que a base Grupo III oferece é a plataforma que torna esse desempenho alcançável.
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A Kelpen Oil atende indústrias, formuladores e blenders em todo o Brasil, com envase sob demanda, do contêiner ao granel, e laudo técnico acompanhando cada lote. Referência em Base Oil no Brasil desde 1999.
Para projetos em avaliação, a visita técnica à fábrica e ao laboratório em Arujá (SP) é a forma mais direta de ver o parque analítico que sustenta cada laudo emitido. As visitas são agendadas caso a caso com o time comercial.
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