Kelpen Oil
Linha HBP I

Linha HBP I

Grupo II hidrorrefinado · Spindle ao Neutro Pesado

Óleos básicos parafínicos hidrogenados do Grupo II, do Spindle ao Neutro pesado. O hidrorrefino reduz o teor de enxofre e eleva a estabilidade oxidativa em relação ao Grupo I, prolongando a vida dos lubrificantes formulados sobre eles. Inclui grau em conformidade com a FDA 21 CFR 178.3620(c).

Disponível em:

20L200L1000LGranel

Sobre o produto

Detalhes técnicos e aplicações

Descrição completa

A Linha HBP I reúne os óleos básicos parafínicos do Grupo II da Kelpen Oil, produzidos por hidrorrefino. São bases de maior pureza, menor teor de enxofre e maior estabilidade oxidativa que o Grupo I equivalente, indicadas para formulações de lubrificantes industriais e automotivos, graxas e fluidos que precisam resistir mais tempo à oxidação em serviço. A linha cobre a escala do Spindle ao Neutro Pesado e inclui um grau em conformidade com a FDA 21 CFR 178.3620(c), para contato indireto com alimento. Cada lote é analisado no laboratório próprio da Kelpen Oil em Arujá (SP), com laudo técnico acompanhando a entrega.

O que são óleos básicos do Grupo II

A classificação da API divide os óleos básicos em cinco grupos. O Grupo II é definido por três critérios simultâneos: teor de saturados acima de 90%, teor de enxofre abaixo de 0,03% e índice de viscosidade entre 80 e 120.

O que produz esse perfil é o processo. Enquanto o Grupo I é obtido por refino a solvente, que separa os componentes indesejáveis, o Grupo II passa por hidrorrefino, em que hidrogênio sob pressão converte compostos instáveis e remove enxofre e nitrogênio em vez de apenas separá-los.

A diferença aparece onde mais importa para o formulador: estabilidade oxidativa. Os compostos aromáticos e sulfurados que o hidrorrefino elimina são justamente os que iniciam a degradação do óleo em serviço. Uma base mais estável significa um lubrificante acabado que resiste mais tempo antes de formar borra, verniz e ácidos, o que se traduz em intervalo de troca maior no equipamento do cliente final.

Há uma contrapartida honesta: o Grupo II tem menor poder de solvência que o Grupo I. Formulações com pacotes de aditivos de solubilidade difícil podem exigir ajuste ao migrar de grupo, e é por isso que a troca se valida com teste, não só com boletim.

Quando o Grupo II compensa em relação ao Grupo I

A escolha entre os dois grupos é anterior à escolha do grau, e não existe resposta universal. O critério é o seguinte:

O Grupo II compensa quando:

  • A formulação exige vida longa em serviço, com intervalo de troca estendido

  • Há requisito de baixo teor de enxofre, seja por especificação do cliente, seja por compatibilidade com catalisadores e sistemas de pós-tratamento

  • A cor e a estabilidade de cor do produto acabado são requisito comercial

  • A formulação precisa atender especificações automotivas de desempenho vigentes

  • A aplicação envolve contato indireto com alimento, caso em que a conformidade FDA se torna obrigatória

O Grupo I segue competitivo quando:

  • A solvência do refino a solvente ajuda a carregar e manter o pacote de aditivos em solução

  • Os requisitos do produto acabado são plenamente atendidos sem o patamar do hidrorrefino

  • A equação de custo da formulação pesa mais que o ganho de vida em serviço

Migrar de grupo sem essa análise é troca cara. A comparação certa se faz com os dois boletins na mesa e um teste na formulação real.

Os graus da Linha HBP I

A linha cobre a escala dos básicos hidrorrefinados nas designações de mercado que a indústria usa:

Spindle Grupo II
O degrau de menor viscosidade, para formulações leves. Na Linha HBP I, o spindle é o HBP-11 I.

Neutro Médio Grupo II
O degrau intermediário, o mais versátil da linha. Na Linha HBP I, o neutro médio é o HBP-40 I, que é também o único grau da linha em conformidade com a FDA 21 CFR 178.3620(c), para contato indireto com alimento.

Neutro Pesado Grupo II
O degrau de maior viscosidade, para formulações que exigem corpo com estabilidade oxidativa. Na Linha HBP I, o neutro pesado é o HBP-120 I.

A especificação de cada grau vai no boletim técnico, enviado pelo time comercial.

O HBP-40 I e a conformidade FDA

Dentro da linha, o HBP-40 I ocupa uma posição distinta: atende à FDA 21 CFR 178.3620(c), a seção da regulamentação americana que define os requisitos de óleo mineral branco técnico para uso em componentes com contato indireto com alimento.

Na prática, isso habilita a base a compor formulações destinadas a indústrias alimentícias, de bebidas e de embalagens nesse regime. A conformidade da formulação final continua sendo responsabilidade do formulador, porque depende também dos aditivos empregados, mas a base deixa de ser o obstáculo.

Onde a Linha HBP I é usada

  • Formulação de lubrificantes industriais e automotivos por blenders e produtores

  • Produção de graxas

  • Formulação de fluidos hidráulicos, de transmissão e de turbina, aplicações em que a estabilidade oxidativa da base define a vida do fluido

  • Compostos com elastômeros

  • Formulações destinadas a aplicações com contato indireto com alimento, com o grau em conformidade FDA

Grupo I, Grupo II ou Grupo III

A Kelpen Oil produz e disponibiliza as três faixas, e a escolha é da formulação:

Linha HBP, Grupo I. Refino a solvente, com a solvência que ajuda a carregar aditivos. Atende a maior parte das formulações industriais, do spindle ao bright stock.
https://kelpenoil.com/produtos/base-oil/industrias-quimicas-e-produtores-de-lubrificantes/base-parafinica/linha-hbp

Linha HBP I, Grupo II. Hidrorrefinado. Maior pureza, menor enxofre e maior estabilidade oxidativa, para formulações de vida longa.

HBP-S, Grupo III. Índice de viscosidade mais alto e volatilidade menor, para formulações automotivas de alto desempenho.
https://kelpenoil.com/produtos/base-oil/industrias-quimicas-e-produtores-de-lubrificantes/grupo-iii/hbp-s

HBP-E, Grupo III+. Obtido por isomerização de cera, o topo da escala mineral, para óleos de motor de baixa viscosidade.
https://kelpenoil.com/produtos/base-oil/industrias-quimicas-e-produtores-de-lubrificantes/grupo-iii/hbp-e

Controle de qualidade: laboratório próprio

Nos básicos do Grupo II, os ensaios que confirmam o perfil do hidrorrefino são a espectrometria ICP pela NBR 14786, que quantifica metais e contaminantes em ppm, a composição de carbonos CA, CN e CP pelas normas ASTM D2140 e ASTM D3238, que confirma o teor de saturados, a viscosidade cinemática a 40 °C e a 100 °C pela ASTM D7042 e o índice de viscosidade pela NBR 14358.

São cinco dos mais de 25 ensaios do parque analítico, que inclui ainda viscosidade CCS de partida a frio pela NBR 14173, análise por infravermelho pela ASTM E2412, fluorescência de raios X pela ASTM D6481, ponto de fulgor pela NBR 11341, ponto de fluidez pela NBR 11349 e cor ASTM pela NBR 14483. O laudo técnico acompanha cada lote.

Para quem formula sobre Grupo II, esse é o ponto que importa: o valor da base está na pureza, e pureza só existe se for verificada.
Espectrometria e composição de carbonos lote a lote é o que separa um Grupo II especificado de um Grupo II declarado.

Perguntas frequentes

O que são óleos básicos do Grupo 2?
São bases parafínicas produzidas por hidrorrefino, com teor de saturados acima de 90%, enxofre abaixo de 0,03% e índice de viscosidade entre 80 e 120, conforme a classificação da API. O processo converte e remove os compostos que iniciam a degradação do óleo, o que entrega maior estabilidade oxidativa que o Grupo I.

Qual a diferença entre óleo básico Grupo 1 e Grupo 2?
O processo de refino e o que ele entrega. O Grupo I é obtido por refino a solvente e preserva maior solvência; o Grupo II passa por hidrorrefino, com menor enxofre, mais saturados e maior estabilidade oxidativa. Para formulações de vida longa, o Grupo II costuma ser a escolha; onde a solvência é funcional e os requisitos são atendidos, o Grupo I segue competitivo.

Quando vale trocar o Grupo I pelo Grupo II?
Quando a formulação exige vida em serviço mais longa, limites de enxofre ou de cor, ou precisa atender especificações de desempenho que o Grupo I não sustenta. A troca se valida com os dois boletins na mesa e teste na formulação real, porque o Grupo II tem menor poder de solvência e o pacote de aditivos pode exigir ajuste.

O que significa o "I" no nome dos produtos da linha?
É o sufixo que identifica os graus hidrorrefinados do Grupo II no catálogo da Kelpen Oil, diferenciando o HBP-40 I, por exemplo, do grau parafínico Grupo I de viscosidade próxima.

Grupo II é sintético?
Não. Grupo II é óleo básico mineral, obtido do petróleo por hidrorrefino. Sintéticos, na classificação da API, são o Grupo IV (polialfaolefinas) e parte do Grupo V. O Grupo III é mineral de altíssimo refino, ainda que muitos mercados aceitem rotular formulações construídas sobre ele como sintéticas.

O que significa a conformidade FDA 21 CFR 178.3620(c)?
É a seção da regulamentação americana que define os requisitos de óleo mineral técnico para uso em aplicações com contato indireto com alimento. Uma base em conformidade pode compor formulações destinadas a esse regime, respeitando as regras aplicáveis à formulação final. Na Linha HBP I, o grau em conformidade é o HBP-40 I.

Quantos graus tem a Linha HBP I?
Onze, do spindle ao neutro pesado, todos do Grupo II. A escolha entre eles depende da viscosidade alvo da formulação, e a comparação se faz com o boletim de cada grau na mesa.

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A Kelpen Oil atende indústrias, formuladores e blenders em todo o Brasil, com envase sob demanda, do contêiner ao granel, e laudo técnico acompanhando cada lote.
Referência em Base Oil no Brasil desde 1999.

Para projetos em avaliação, a visita técnica à fábrica e ao laboratório em Arujá (SP) é a forma mais direta de ver o parque analítico que sustenta cada laudo emitido. As visitas são agendadas caso a caso com o time comercial.

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