HBP-E
Grupo III+ · Isomerização de Cera
Óleos básicos parafínicos de altíssimo refino, obtidos por isomerização de cera. Entregam índice de viscosidade e pureza acima do Grupo III convencional, para formulações de óleo de motor de baixa viscosidade que visam API SN e ILSAC GF-6.
Disponível em:
Propriedades
Proteção
Anti-desgaste
Térmica
Alta estabilidade
Composição
Base
Aditivos
Inibidores
Anti-espuma
HBP-E
Grupo III+ · Isomerização de Cera
Óleos básicos parafínicos de altíssimo refino, obtidos por isomerização de cera. Entregam índice de viscosidade e pureza acima do Grupo III convencional, para formulações de óleo de motor de baixa viscosidade que visam API SN e ILSAC GF-6.
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Sobre o produto
Detalhes técnicos e aplicações
Descrição completa
A linha HBP-E reúne os óleos básicos do Grupo III+ da Kelpen Oil, obtidos por isomerização de cera, disponíveis em dois graus. É o topo da escala mineral: índice de viscosidade e pureza acima do que o Grupo III convencional entrega, com comportamento a frio que viabiliza formulações de óleo de motor de baixa viscosidade voltadas às especificações API SN e ILSAC GF-6. Cada lote é analisado no laboratório próprio da Kelpen Oil em Arujá (SP), com laudo técnico acompanhando a entrega.
O que é isomerização de cera
A cera parafínica sempre foi o subproduto indesejado do refino de básicos. Ela é o que faz o óleo solidificar no frio, e por décadas o processo consistiu em removê-la, por desparafinação a solvente.
A isomerização de cera inverte essa lógica. Em vez de remover a cera, o processo a converte: sob hidrogênio, catalisador e pressão, as moléculas lineares que causavam a solidificação são reestruturadas em isoparafinas ramificadas. A mesma matéria que era problema vira o componente de maior valor da base.
O que sai desse processo é uma base com três características simultâneas que o refino convencional não consegue reunir: índice de viscosidade muito alto, porque a estrutura isoparafínica varia pouco com a temperatura; ponto de fluidez baixo, porque as ramificações impedem que as moléculas se organizem e solidifiquem; e pureza elevada, porque o hidroprocessamento severo elimina praticamente todo composto aromático e sulfurado.
É por isso que as bases obtidas assim são chamadas de Grupo III+. Formalmente, a classificação da API tem cinco grupos e o III+ não é um deles: essas bases atendem aos critérios do Grupo III, mas com desempenho suficientemente acima da média do grupo para o mercado ter criado uma designação própria.
Onde o Grupo III+ faz diferença
O motor moderno impõe ao lubrificante uma exigência que não existia há vinte anos. Os graus de viscosidade caíram, para reduzir o atrito interno e o consumo de combustível, mas a proteção exigida não caiu junto. O óleo precisa ser mais fino e proteger igual.
Isso aperta a formulação por três lados ao mesmo tempo. A base precisa ser leve o bastante para o grau alvo, precisa manter corpo suficiente na temperatura de operação, e precisa resistir à oxidação por intervalos de troca cada vez mais longos.
Uma base convencional resolve isso empilhando aditivos, o que traz um problema conhecido: o melhorador de índice de viscosidade se degrada por cisalhamento ao longo do uso, e o óleo que saiu da fábrica em um grau termina o intervalo em outro. Uma base de Grupo III+ entrega boa parte dessas propriedades por estrutura molecular, não por aditivo, o que significa que elas não se perdem com o uso.
É essa a posição que a linha HBP-E ocupa: a base para quando a formulação alvo não deixa margem.
Os dois graus da linha HBP-E
A linha cobre duas posições, ambas voltadas a óleo de motor:
HBP-E 4 III PLUS O grau mais leve. O de menor viscosidade e menor viscosidade CCS da linha, com o melhor comportamento na partida a frio. É a base para formulações de óleo de motor de baixa viscosidade que visam API SN e ILSAC GF-5 e posteriores.
HBP-E 6 III PLUS O grau de maior corpo. Viscosidade superior à do grau 4, mantendo o índice de viscosidade elevado. É a base voltada a formulações que visam ILSAC GF-6A e GF-6B, quando o grau alvo pede mais corpo na temperatura de operação.
Os valores de índice de viscosidade e de viscosidade CCS de cada grau são verificados no laboratório da Kelpen Oil e constam do boletim técnico, enviado pelo time comercial.
Onde a linha HBP-E é usada
Formulação de óleos de motor de baixa viscosidade voltados a API SN e ILSAC GF-6
Formulações em que o comportamento na partida a frio é requisito crítico
Formulações que buscam reduzir a dependência de aditivos melhoradores de índice de viscosidade e a perda de grau por cisalhamento
Lubrificantes de intervalo de troca estendido, em que a estabilidade oxidativa da base define a vida do produto
Blends com bases de outros grupos, quando a função é elevar o índice de viscosidade do conjunto
Uma distinção que evita erro de especificação
Uma base do Grupo III+ não "atende" às especificações API SN, ACEA ou ILSAC GF-6. Essas especificações se aplicam ao óleo acabado, e a aprovação depende do conjunto formado pela base, pelo pacote de aditivos e pelos ensaios de desempenho do produto final, incluindo ensaios de motor.
O que uma base do Grupo III+ entrega é a plataforma que torna esse desempenho alcançável: índice de viscosidade, comportamento a frio e estabilidade oxidativa no patamar que as especificações mais recentes exigem. A responsabilidade pela conformidade do produto acabado é do formulador.
Vale dizer isso com clareza porque o mercado costuma abreviar, e a abreviação gera erro de especificação que só aparece na homologação, quando já custou caro.
Grupo III ou Grupo III+
As duas linhas ocupam posições próximas, e a escolha se faz pelo aperto da formulação:
HBP-S, Grupo III. Índice de viscosidade a partir de 120, em três graus. Atende formulações automotivas e industriais de alto desempenho com boa equação de custo. https://kelpenoil.com/produtos/base-oil/industrias-quimicas-e-produtores-de-lubrificantes/grupo-iii/hbp-s
HBP-E, Grupo III+. Obtido por isomerização de cera. Leva o índice de viscosidade e a pureza um degrau acima, para quando a formulação alvo não deixa margem.
Se a formulação é atendida pelo Grupo III convencional, a migração para o III+ é custo sem retorno. O III+ se justifica quando o grau alvo é baixo, o intervalo de troca é longo ou a especificação é das mais recentes.
Para formulações menos exigentes, a escala continua:
Linha HBP I, Grupo II. Hidrorrefinado, com índice de viscosidade entre 80 e 120, para a maior parte das formulações industriais e automotivas convencionais. https://kelpenoil.com/produtos/base-oil/industrias-quimicas-e-produtores-de-lubrificantes/grupo-ii/linha-hbp-i
Linha HBP, Grupo I. Refino a solvente, com maior poder de solvência, do spindle ao bright stock. https://kelpenoil.com/produtos/base-oil/industrias-quimicas-e-produtores-de-lubrificantes/base-parafinica/linha-hbp
Controle de qualidade: laboratório próprio
Todo lote da linha HBP-E é analisado no laboratório da Kelpen Oil em Arujá (SP). Nos básicos de altíssimo refino, os ensaios que confirmam o patamar da base são a viscosidade cinemática a 40 °C e a 100 °C pela ASTM D7042, o índice de viscosidade pela NBR 14358, a viscosidade CCS de partida a frio pela NBR 14173, o ponto de fluidez pela NBR 11349, a espectrometria ICP pela NBR 14786, que quantifica metais e contaminantes em ppm, e a composição de carbonos pelas normas ASTM D2140 e ASTM D3238.
São seis dos mais de 25 ensaios do parque analítico, que inclui ainda análise por infravermelho pela ASTM E2412, fluorescência de raios X pela ASTM D6481, ponto de fulgor pela NBR 11341 e cor ASTM pela NBR 14483. O laudo técnico acompanha cada lote.
Em base de Grupo III+, essa verificação é o que separa o produto do discurso. O que se paga em uma base premium é o índice de viscosidade, o comportamento a frio e a pureza, e os três só existem se forem medidos em cada lote recebido.
Perguntas frequentes
O que é isomerização de cera?
É o processo que converte a cera parafínica, que antes era removida do óleo básico, em moléculas isoparafínicas ramificadas. Sob hidrogênio, catalisador e pressão, a estrutura linear que causava a solidificação no frio é reestruturada, resultando em uma base com índice de viscosidade muito alto, ponto de fluidez baixo e pureza elevada.
O que é óleo básico Grupo III+?
É a designação de mercado para as bases que atendem aos critérios do Grupo III da API, mas com desempenho acima da média do grupo, tipicamente obtidas por isomerização de cera. Formalmente a API tem cinco grupos e o III+ não é um deles, mas a designação se consolidou pela diferença prática de desempenho.
Qual a diferença entre Grupo III e Grupo III+?
O grau de refino e o desempenho resultante. O III+ leva o índice de viscosidade, o ponto de fluidez e a pureza um degrau acima, o que dá ao formulador mais margem nos graus de baixa viscosidade e nos intervalos de troca longos. Se a formulação é atendida pelo Grupo III convencional, a migração não se justifica.
Grupo III+ é óleo sintético?
Tecnicamente é uma base mineral de altíssimo refino, obtida do petróleo. Comercialmente, o desempenho se aproxima do das polialfaolefinas, e muitos mercados aceitam rotular como sintéticas as formulações construídas sobre essas bases. Na definição da API, sintéticos são o Grupo IV e parte do Grupo V.
Quantos graus tem a linha HBP-E?
Dois: HBP-E 4 III PLUS e HBP-E 6 III PLUS, o primeiro mais leve e o segundo com mais corpo. Os dois voltados à formulação de óleo de motor de baixa viscosidade.
Uma base Grupo III+ atende à ILSAC GF-6?
Não diretamente. Especificações como ILSAC, API e ACEA se aplicam ao óleo acabado, e a aprovação depende da base somada ao pacote de aditivos e aos ensaios de desempenho, incluindo ensaios de motor. O que a base entrega é a plataforma que torna esse desempenho alcançável.
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A Kelpen Oil atende indústrias, formuladores e blenders em todo o Brasil, com envase sob demanda, do contêiner ao granel, e laudo técnico acompanhando cada lote. Referência em Base Oil no Brasil desde 1999.
Para projetos em avaliação, a visita técnica à fábrica e ao laboratório em Arujá (SP) é a forma mais direta de ver o parque analítico que sustenta cada laudo emitido. As visitas são agendadas caso a caso com o time comercial.
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