O fluido de calibração ISO 4113 é o óleo leve, feito do petróleo, que faz o papel do diesel na bancada onde a oficina testa bombas e bicos injetores. A ISO 4113 é a norma internacional que diz como ele tem de ser. O quanto escorre e o quanto pesa por litro ficam entre um valor mínimo e um máximo bem próximos (a faixa), para que duas bancadas meçam a mesma peça do mesmo jeito.

O que é fluido de calibração ISO 4113?

É o líquido que corre pela bancada de teste no lugar do diesel, para que a medida de cada peça saia confiável. Pense na bomba do posto: quando ela marca 1 litro, tem de entregar 1 litro, e o fiscal confere com um recipiente padrão. Com as peças de injeção do motor diesel é igual, só que a dose é minúscula.

A bomba injetora põe o combustível sob pressão e manda a dose de cada cilindro do motor. O bico injetor é a ponta que borrifa essa dose dentro do cilindro, como um borrifador de plantas com pressão muito maior. Se um bico entrega mais que o outro, o motor trepida, solta fumaça preta e gasta mais.

Por isso a peça vai à bancada de teste, máquina que gira a bomba como o motor giraria e faz os bicos injetarem centenas de vezes em tubos graduados, as provetas. No teste de bomba, esses bicos são os de calibração da própria bancada. O que sai é o débito: o volume que a peça entrega num número fixo de injeções. Calibrar é comparar o débito com a tabela do fabricante da peça para aprovar, ajustar ou reprovar.

O fluido que corre por tudo isso é um óleo mineral (feito do petróleo), refinado (limpo das moléculas indesejadas) e sem cheiro forte. Ele é bem mais leve que os óleos básicos usados na maior parte dos lubrificantes e escorre quase como o próprio diesel.

Nos motores mais novos, com sistema common-rail, uma bomba de alta pressão enche um tubo comum (o rail) ligado a todos os bicos. Quem decide a dose é o bico, aberto e fechado pela central eletrônica. Essas bancadas também usam fluido de calibração, e muitas medem o débito com medidor eletrônico em vez de proveta.

Bancada de teste de bomba injetora com fluido de calibração Bancada de teste de bomba injetora Reservatório temperatura controlada Filtro Termômetro Bomba injetora em teste girada pelo motor da bancada Tubos de alta pressão até os bicos Bicos Provetas graduadas: o débito é lido na proveta retorno ao reservatório

Figura 1. O fluido sai do reservatório, passa pela bomba injetora e chega aos bicos, que enchem as provetas, onde se lê o débito.

Se o fluido ocupa o lugar do diesel na bancada, fica a pergunta: por que não usar o próprio diesel?

Por que a bancada não usa o próprio diesel?

Porque o diesel muda de um lote para outro, e uma medida só é confiável se o líquido não mudar. Pense numa régua de borracha, que estica um pouco a cada uso: a mesma mesa dá 1,20 m num dia e 1,23 m no outro.

O diesel é essa régua. Conforme o lote, a refinaria e a região, ele sai um pouco mais ralo ou mais grosso, e no Brasil ainda recebe uma parte de biodiesel (combustível feito de óleo vegetal ou gordura). Com o líquido mudando, a leitura da bancada muda junto, mesmo com a peça igual.

O fluido de calibração é a régua de aço: o padrão de referência, que sai da fábrica numa faixa estreita e se confere toda semana na bancada. Com ele dentro da norma e a bancada mantendo o fluido numa temperatura fixa (a próxima seção mostra por quê), um débito fora da tabela aponta para a peça, o ajuste ou a própria bancada.

Há ainda a segurança: a especificação do diesel aceita que ele solte vapor inflamável com bem menos calor que o fluido de calibração.

Por que viscosidade e densidade definem a calibração?

Porque a dose que chega à proveta depende de quanto o fluido escorre e, em alguns bicos, de quanto ele pesa. O mel escorre devagar e a água escorre rápido: essa resistência a escorrer se chama viscosidade.

Dentro da bomba, a dose é empurrada por um pistão que corre num cilindro, como o êmbolo de uma seringa. Entre os dois há uma folga de milésimos de milímetro, e a cada empurrão (cada curso) um pouco de fluido escapa por ali, como numa seringa velha.

  1. O fluido mais ralo escapa mais pela folga, o que leva a proveta a receber menos; o mais grosso escapa menos, e ela recebe mais. A mesma peça dá débitos diferentes.

  2. A viscosidade cai quando o fluido esquenta, como o óleo de cozinha quente, que escorre mais. Isso leva a bancada a manter o fluido em temperatura controlada e a norma a fixar a viscosidade numa temperatura só.

  3. A densidade é o quanto pesa um litro do fluido. Nos bicos que dosam pelo tempo em que ficam abertos, como os do common-rail, a dose é o que passa pelo furo fino durante esse tempo. É como empurrar um carrinho de mão carregado com a mesma força: com a mesma pressão, o fluido mais pesado sai do furo mais devagar e, no mesmo tempo, passa um pouco menos de volume.

Por isso a ISO 4113 aperta as duas medidas, viscosidade e densidade.

Como isso aparece na sua oficina:

  • a mesma bomba dá um débito logo ao ligar a bancada, com o fluido ainda frio, e outro à tarde, com ele já quente;

  • duas bancadas discordam sobre a mesma peça;

  • o técnico mexe no ajuste de uma peça que estava certa.

Fluido mais grosso e mais ralo na folga do pistão mesma peça, débito diferente fluido mais grossofluido mais ralo folga folga escapa pouco: a proveta enche maisescapa muito: a proveta enche menos

Figura 2. Na mesma peça, o fluido mais ralo escapa mais pela folga, e a proveta recebe menos (folga e diferença exageradas no desenho).

Fluido mais leve e mais pesado no mesmo bico mesma pressãomesmo tempo fluido mais levefluido mais pesado enche maisenche menos

Figura 3. Com a mesma pressão e o mesmo tempo, o fluido mais pesado passa um pouco menos de volume pelo furo do bico (diferença exagerada no desenho).

Para quem precisa do número: a norma usa a viscosidade cinemática (medida pelo tempo que o fluido leva para escorrer por um tubo fino), em mm²/s, o mesmo que cSt. O fluido novo tem viscosidade de 2,45 a 2,75 mm²/s a 40 °C e densidade de 0,820 a 0,830 g/mL a 15 °C.

O diesel S10 (com até 10 mg/kg de enxofre) pode ir de 2,0 a 4,5 mm²/s a 40 °C pela Resolução nº 968/2024 da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A ISO 4008-3, norma de ensaio de bombas injetoras, pede o fluido a 40 ± 2 °C, medido na conexão da bancada com o tubo que alimenta a bomba.

O que a norma ISO 4113 exige?

Além da medida, a norma cuida da segurança, da evaporação, da duração, da cor, do frio, das peças, da leitura e da composição, cada item com o seu ensaio. A figura mostra o mapa. Os termos dos rótulos (ponto de fulgor, ponto de névoa, aromáticos) são explicados na lista logo abaixo:

Cada exigência da ISO 4113 e o que ela protege cada exigência da norma e o que ela protege Reservatório345 Filtro6 Bombainjetora 7aço e bronze 18 2 9 1medida: viscosidade e densidade 2segurança: ponto de fulgor 3evaporação: perda e fluido grosso 4duração: oxidação e borra 5cor: refino e sujeira 6frio: ponto de névoa 7peças: ferrugem, cobre, água 8leitura: espuma 9composição: aromáticos

Figura 4. Cada grupo de exigências da ISO 4113 protege uma parte do trabalho na bancada.

  • A medida: viscosidade e densidade, como você acabou de ver.

  • A segurança: o ponto de fulgor é a menor temperatura em que o vapor do fluido acende por um instante com uma chama perto (o álcool acende fácil; o óleo de cozinha frio, não).

  • A evaporação: a destilação mostra quanto do fluido evapora até cada temperatura. A norma limita a parte leve, que evapora e some do reservatório, e a parte pesada, que deixaria o fluido grosso demais.

  • A duração: o fluido reage aos poucos com o oxigênio do ar (a oxidação, que deixa rançoso o óleo de cozinha guardado aberto). A norma o envelhece de propósito e mede a borra (resíduo que se deposita) e a acidez que se formam.

  • A cor: a norma a limita, porque fluido escuro denuncia refino incompleto, oxidação ou sujeira.

  • O frio: o ponto de névoa é a temperatura em que o fluido turva, porque a parafina dele (a parte que vira cera) forma cristais, que podem entupir o filtro da bancada.

  • As peças: ensaios de ferrugem no aço e de corrosão no cobre e nas ligas dele, como latão e bronze, além de um limite de água, que ajuda a enferrujar.

  • A leitura: a espuma, porque bolha ocupa lugar na proveta e engana o volume.

  • A composição: um teto para a parte aromática, um dos tipos de molécula do petróleo. A norma o fixa pelo CA, a porcentagem de carbono em anéis aromáticos (as siglas vêm antes da tabela, logo abaixo; veja também o artigo sobre óleo parafínico, naftênico e aromático).

Há também três exigências gerais:

  • Aditivos: o fluido pode levar produtos químicos em pequena dose que reforçam uma qualidade (contra espuma, envelhecimento, corrosão e desgaste).

  • Saúde: não pode ter componente em quantidade que faça mal, como irritar a pele.

  • Guarda: a peça calibrada e guardada sem limpeza, com o fluido ainda dentro, tem de funcionar depois de pelo menos 1 ano.

Para quem precisa do número: a tabela resume a Tabela 1 da ISO 4113:2010. A ISO 4113 tem quatro designações, os nomes que vão no rótulo: o básico, o CV, o AW e o CV-AW (explicados na próxima seção). A coluna CV traz a versão de faixa mais estreita; a última linha só vale para as versões AW, de antidesgaste. Para ler a tabela, quatro siglas:

  • o IP 306 é o método que envelhece o fluido de propósito: 48 h aquecido, com oxigênio borbulhando e um catalisador de cobre;

  • a acidez em mg KOH/g diz quantos miligramas de uma base, o hidróxido de potássio, neutralizam a acidez de 1 g de fluido;

  • o CA é a porcentagem dos átomos de carbono que estão em anéis aromáticos, anéis de seis carbonos como o do benzeno, diferentes dos anéis naftênicos, que também são fechados, mas saturados;

  • a "sequência I" é a primeira etapa do ensaio de espuma, a 24 °C. Nela, a tendência é o volume de espuma logo depois de 5 min soprando ar no fluido, e a estabilidade é o que sobra após 10 min de repouso.

Propriedade (unidade)ISO 4113 (básico)ISO 4113-CVMétodo
Viscosidade cinemática a 40 °C (mm²/s)2,45 a 2,752,50 a 2,55ISO 3104
Densidade a 15 °C (g/mL)0,820 a 0,8300,8235 a 0,8265ISO 3675
Ponto de fulgor, vaso fechado, ou seja, copo tampado (°C)mínimo 75mínimo 75ISO 2719
Destilação (% do volume)no máximo 5% até 210 °C; pelo menos 95% até 360 °Cigual ao básicoISO 3405
Envelhecimento acelerado com catalisador, 48 hborra até 0,05% em massa; acidez total, medida depois do envelhecimento, até 0,7 mg KOH/gigual ao básicoIP 306
Ponto de névoa (°C)máximo -10igual ao básicoISO 3015
Ferrugem, em dois ensaiospainéis de aço: 5 de 6 faces aprovadas em 3 painéis, 50 h em câmara úmida; aço mergulhado no fluido com água: aprovadoigual ao básicoASTM D1748 e ASTM D665 (procedimento A)
Corrosão em lâmina de cobre, 3 h a 100 °C (classe 1, mancha leve, a 4, corrosão)classe 1igual ao básicoISO 2160
Teor de água (mg/kg)máximo 500igual ao básicoISO 12937
Carbono aromático, CA (%)máximo 12igual ao básicoASTM D2140
Espuma, sequência I, a 24 °C (mL)tendência até 50; estabilidade 0igual ao básicoASTM D892
Cor (escala ASTM, de 0,5, quase incolor, a 8,0, escuro)máximo 2,0igual ao básicoISO 2049
Desgaste, só nas versões AW: diâmetro da marca (mm)máximo 0,8 (só na ISO 4113-AW)máximo 0,8 (só na ISO 4113-CV-AW)ASTM D2783, modificado pela ISO 4113

O que significam CV e AW na ISO 4113?

São as duas exigências extras que a norma oferece por cima do fluido básico: o CV aperta a medida, e o AW protege a peça nova. Daí as quatro designações: ISO 4113 (o básico), ISO 4113-CV, ISO 4113-AW e ISO 4113-CV-AW (as duas, nessa ordem).

CV vem do inglês closer value, valor mais estreito. A régua comum e o paquímetro medem a mesma peça, mas o paquímetro erra menos. O fluido CV tem a viscosidade e a densidade ainda mais apertadas, para mais exatidão no ajuste, como ao comparar bancadas.

Faixas de viscosidade: diesel S10, ISO 4113 e ISO 4113-CV Viscosidade a 40 °C (mm²/s)quanto mais estreita a faixa, mais iguais as bancadas Diesel S10: 2,0 a 4,5 ISO 4113: 2,45 a 2,75 ISO 4113-CV: 2,50 a 2,55 2,02,53,03,54,04,5viscosidade a 40 °C (mm²/s)

Figura 5. Viscosidade a 40 °C: o diesel S10 pode ir de 2,0 a 4,5 mm²/s; a ISO 4113 aceita de 2,45 a 2,75, e a ISO 4113-CV, de 2,50 a 2,55.

AW vem de anti-wear, antidesgaste. Uma superfície usinada parece lisa, mas de muito perto é cheia de picos, como uma lixa finíssima. No primeiro funcionamento de uma peça nova ou recondicionada, o amaciamento, os picos do pistão e do cilindro se apertam sob a carga inicial. Eles podem soldar uns nos outros (é o termo que a própria norma usa para esse defeito) e arrancar material.

O fluido AW leva um aditivo que forma uma camada química fina sobre as superfícies e evita esse grude. Ele ajuda o amaciamento na bancada; depois, no motor, quem lubrifica a bomba é o próprio diesel.

Amaciamento da peça nova com e sem aditivo antidesgaste amaciamento da peça nova sem antidesgastecom o aditivo AW os picos se tocam e grudam:sai um pedaço de material uma camada química fina protege os picos:as superfícies deslizam sem grudar camada química fina sobre os picos

Figura 6. No amaciamento, a camada química do aditivo antidesgaste protege os picos das superfícies novas.

Para quem precisa do número: o AW se confere no ensaio de quatro esferas (ASTM D2783, de extrema pressão, que a própria ISO 4113 modifica). Nele, uma esfera de aço gira apertada contra três paradas, no fluido, em três corridas de 10 s a 1.450 rpm e 500 N; nenhuma marca de desgaste nas esferas pode passar de 0,8 mm.

Como saber se o fluido da bancada ainda serve?

Medindo a viscosidade toda semana e trocando todo o fluido do reservatório (a carga) quando ela passa do limite de descarte, o valor a partir do qual o fluido sai de uso: 3,0 mm²/s a 40 °C. O critério mais usado vem da ISO 4008-3, a norma do ensaio de bombas injetoras, que a própria ISO 4113 cita numa nota da sua tabela.

Com o uso, o fluido muda por cinco causas:

  • a parte leve evapora;

  • entram restos de óleo lubrificante e de diesel;

  • a água do ar condensa;

  • chegam partículas de desgaste;

  • o ar e o calor oxidam o fluido.

A ISO 4008-3 fixa só um limite de descarte, o de cima, e liga a subida da viscosidade a três causas: a parte leve que evapora, os restos de óleo lubrificante e os de combustível. A evaporação e o óleo lubrificante sempre engrossam o fluido.

O diesel tem faixa bem mais larga que a do fluido e, conforme o lote, pode engrossá-lo ou afiná-lo; por isso vale acompanhar também o quanto a carga se afastou da faixa do fluido novo.

A água e as partículas quase não mexem na viscosidade, mas enferrujam e riscam as peças, e a oxidação escurece o fluido e o deixa ácido. Por isso a cor, a acidez, a água e as partículas completam o quadro.

A ISO 4008-3 também proíbe acertar a viscosidade misturando outro líquido (item 6.4.2.6): passou do limite, troca-se a carga.

Na oficina, os sinais costumam ser débito que muda na mesma peça em dias diferentes, fluido escuro ou turvo no reservatório e filtro da bancada saturando antes do normal.

A mesma norma traz os cuidados de guarda:

  • embalagem original lacrada, guardada sob abrigo, com o nome do fabricante e o número da norma;

  • nada de água condensada no reservatório nem no estoque;

  • fluido que ficou abaixo de -10 °C, o ponto de névoa máximo que a ISO 4113 aceita, pode ter formado cristais de parafina e só volta ao uso com orientação do fabricante.

A ISO 4008-3 é de 1987, anterior ao common-rail. Por isso, em bancada de common-rail, o procedimento do fabricante da bancada e da peça tem a palavra final, inclusive sobre o limite e o intervalo de troca. Nas demais, vale o limite da norma e, junto dele, o intervalo de troca que o fabricante da bancada indica.

Viscosidade do fluido em uso subindo até o limite de descarte Viscosidade a 40 °C (mm²/s) ao longo das semanas fluido novo (ISO 4113) 2,03,0semanas limite de descarte: 3,0 mm²/s (ISO 4008-3) trocar a cargamisturar para corrigir exemplo ilustrativo

Figura 7. Exemplo ilustrativo: a viscosidade sobe semana a semana; passou do limite da ISO 4008-3, troca-se a carga.

Para quem precisa do número: o limite de descarte é de 3,0 mm²/s a 40 °C (ISO 4008-3, item 6.4.2.4). A faixa do fluido novo vale só para ele; o fluido em uso se julga pelo limite.

Qual fluido de calibração 4113 usar na bancada?

O da designação que o procedimento de teste pede (o roteiro escrito pelo fabricante da bancada, da bomba ou do bico, ou pela norma de ensaio). Na dúvida, o ISO 4113-CV-AW atende às quatro designações de uma vez, porque cumpre o básico, a faixa estreita e o antidesgaste.

Se na sua bancada…UsePor quê
Teste de bomba ou bico por procedimento que cita só a ISO 4113Fluido ISO 4113 (básico)Cumpre a faixa de viscosidade e densidade e as demais exigências da norma
Ajuste fino, comparação entre bancadas ou laboratórioDesignação CVA faixa mais estreita dá mais exatidão no ajuste
Peça nova ou recondicionada, no primeiro funcionamentoDesignação AWO aditivo antidesgaste ajuda no amaciamento
Bombas e bicos convencionais e common-rail, com um só fluidoKeen Fluid FC 4113 (ISO 4113-CV-AW)Reúne a faixa estreita e o antidesgaste

O que o Keen Fluid FC 4113 entrega?

A Kelpen Oil formula o Keen Fluid FC 4113, fluido de teste de bombas injetoras feito de óleos minerais de baixa viscosidade. Ele atende à ISO 4113-CV-AW (faixa apertada e antidesgaste), é indicado para calibrar bombas e bicos injetores, convencionais e common-rail. Entrega regulagem padronizada de bombas e bicos injetores, isto é, uma calibração que se repete igual de uma bancada para outra, porque o fluido segue a faixa da norma, e proteção contra a oxidação, que escurece o fluido e o deixa ácido.

Ele faz parte dos produtos da Kelpen Oil para oficinas.

Como o laboratório da Kelpen Oil confere o fluido?

O laboratório próprio da Kelpen Oil em Arujá (SP) analisa o fluido em uso, como serviço pago, e diz se ele ainda serve ou se é hora de trocar a carga. Essa análise acompanha o fluido em uso, pelo critério da ISO 4008-3; ela não repete todos os ensaios da ISO 4113, que valem para o fluido novo.

O que medimosO que revelaMétodo
Viscosidade cinemática a 40 °C, no viscosímetro automático SVM 4001Se passou do limite de descarte e o quanto se afastou da faixa do fluido novoASTM D7042
DensidadeMudança que pode indicar mistura com diesel ou óleo lubrificanteMedida em laboratório
Água, pelo método Karl Fischer (reação química que conta só a água da amostra)Umidade condensada no reservatórioKarl Fischer coulométrico
Cor, na escala ASTM da normaEscurecimento por oxidação ou sujeiraNBR 14483
Acidez do fluido em uso, o índice de acidez ou TAN (quanto ácido o fluido acumulou)Ácidos da oxidação; o valor se acompanha ao longo do tempo e não se compara com o limite da ISO 4113, medido depois do envelhecimento do fluido novoNBR 14448
Contagem de partículas (quantas há de cada tamanho)Sujeira que risca o pistão e entope o furo do bico; o nível aceito é o do fabricante da bancada, porque a ISO 4113 não fixa limiteCódigo de limpeza ISO 4406

Os métodos estão em como funciona o laboratório de análise de lubrificantes.

Perguntas frequentes

Posso usar diesel no lugar do fluido de calibração? Não para calibrar: a medida perde a referência. O diesel S10 pode ir de 2,0 a 4,5 mm²/s a 40 °C pela ANP, uma faixa bem mais larga que a do fluido ISO 4113. O ponto de fulgor mínimo do diesel é de 38 °C, contra 75 °C no fluido de calibração (ambos em vaso fechado).

Qual a diferença entre ISO 4113 e ISO 4113 CV? O CV tem a faixa mais estreita, o que dá mais exatidão ao ajuste. A viscosidade vai de 2,50 a 2,55 mm²/s a 40 °C, contra 2,45 a 2,75 no básico, e a densidade, de 0,8235 a 0,8265 g/mL a 15 °C, contra 0,820 a 0,830.

Posso misturar outro óleo para acertar a viscosidade do fluido da bancada? Não. A ISO 4008-3 proíbe corrigir o fluido com mistura: passou do limite de descarte, a carga é trocada.

Qual norma o Keen Fluid FC 4113 atende? A ISO 4113-CV-AW. Ele é indicado para calibrar bombas e bicos injetores.

O fluido ISO 4113 serve para bico common-rail? Sim: o fluido ISO 4113 também é a referência no teste de bicos common-rail, seguindo o procedimento do fabricante da bancada e da peça. O Keen Fluid FC 4113 é usado na calibração de bombas e bicos common-rail.

Glossário

  • AW (anti-wear): versão da ISO 4113 com aditivo antidesgaste.

  • CV (closer value): versão da ISO 4113 com faixa mais estreita de viscosidade e densidade.

  • Débito: volume que a bomba ou o bico entrega num número fixo de injeções.

  • Densidade: o quanto pesa um volume do fluido, em g/mL.

  • Designação: o nome da versão da ISO 4113 que vai no rótulo, como ISO 4113-CV-AW.

  • Ponto de fulgor: menor temperatura em que o vapor do fluido acende por um instante com uma chama perto.

  • Viscosidade: resistência de um líquido a escorrer.

Fale com a Equipe Técnica

A Equipe Técnica Kelpen Oil avalia a bancada, as peças testadas, o volume do reservatório, o intervalo de troca e a designação pedida, e confirma o produto adequado. Se o fluido já está em uso, o laboratório de Arujá (SP) faz a análise do fluido em uso, como serviço pago.

Hoje mesmo, confira na bancada a designação no rótulo, a temperatura do fluido e a data da última medida de viscosidade. Salve este artigo ou envie para quem cuida da bancada.