Kelpen Oil
SUPRA HFDU FR 68

SUPRA HFDU FR 68

Classe HFDU · Fluido resistente ao fogo

Fluido hidráulico sintético formulado com ésteres orgânicos, isento de água e de óleos minerais, desenvolvido para substituir hidráulicos antidesgaste minerais em aplicações com risco de incêndio. Combina desempenho antidesgaste e proteção anticorrosiva com alto índice de viscosidade.

Disponível em:

20L200L1000LGranel

Sobre o produto

Detalhes técnicos e aplicações

Descrição completa

O Supra HFDU FR 68 é o fluido hidráulico resistente ao fogo da Kelpen Oil, formulado com ésteres orgânicos de alta qualidade e aditivos selecionados, totalmente isento de água e de óleos minerais. Foi desenvolvido para substituir fluidos hidráulicos antidesgaste à base de óleo mineral em aplicações onde há risco de incêndio, e atende também a operações em que a proteção ao meio ambiente é requisito, sem comprometer o desempenho do sistema. Cada lote é analisado no laboratório próprio da Kelpen Oil em Arujá (SP), com laudo técnico acompanhando a entrega.

Por que existe um fluido resistente ao fogo

Óleo hidráulico mineral queima. Essa frase soa óbvia até se olhar a condição real de um vazamento sob pressão.

Um sistema hidráulico industrial trabalha com pressões que transformam qualquer falha de mangueira, vedação ou conexão em névoa fina de óleo, pulverizada a metros de distância. Névoa de óleo mineral próxima de superfície aquecida, metal incandescente ou chama tem comportamento diferente do óleo em poça: ela inflama com facilidade e propaga rápido.

É por isso que setores inteiros deixaram de aceitar hidráulico mineral perto da fonte de calor. Em siderurgia, fundição, forjaria, vidraria e mineração, o fluido resistente ao fogo deixou de ser opcional e virou requisito de projeto e de seguro.

O que um fluido resistente ao fogo faz não é ser incombustível: é dificultar a ignição e não sustentar a chama depois que a fonte é removida. A diferença entre um incêndio contido e uma linha de produção perdida costuma estar exatamente aí.

O que significa a classe HFDU

Na classificação internacional de fluidos hidráulicos resistentes ao fogo, o prefixo HF designa a família, e as letras seguintes indicam a composição.

Os tipos HFA, HFB e HFC obtêm a resistência ao fogo pela presença de água na formulação, em proporções diferentes. A água funciona, mas cobra o preço: capacidade de carga menor, faixa de temperatura restrita, risco de cavitação e necessidade de controle constante da concentração.

O tipo HFD designa os fluidos sintéticos anidros, sem água, e o HFDU é a subdivisão dos fluidos sintéticos de outras composições, categoria que abrange os fluidos de éster orgânico como o Supra HFDU FR 68.

A vantagem prática do HFDU está aí: por não conter água, ele mantém capacidade de carga e faixa de temperatura próximas às de um hidráulico mineral, sem a manutenção de concentração que as classes com água exigem. Na prática, é a classe que permite operar com segurança contra fogo sem rebaixar o desempenho do sistema.

O que o fluido entrega além da resistência ao fogo

Desempenho antidesgaste. Foi formulado para substituir hidráulicos antidesgaste minerais, e não apenas para resistir ao fogo.

Proteção anticorrosiva. Com corrosão em lâmina de cobre no grau mais baixo da escala, o que importa em sistema com componentes de latão e bronze.

Alto índice de viscosidade. O índice registrado no boletim é elevado, o que mantém a viscosidade em faixa numa amplitude de temperatura ampla. Isso não é detalhe: ambientes com risco de incêndio costumam ser justamente os de maior variação térmica, como forno, fundição e laminação.

Ponto de fulgor elevado, bem acima do típico de um hidráulico mineral de viscosidade equivalente.

Perfil ambiental favorável. Os ésteres orgânicos têm comportamento ambiental mais favorável que os fluidos minerais, o que atende operações em que o vazamento tem consequência ambiental além da operacional.

Os valores medidos constam do boletim técnico, enviado pelo time comercial.

Onde o Supra HFDU FR 68 é usado

  • Siderurgia e fundição: sistemas hidráulicos próximos a metal incandescente, fornos e panelas

  • Forjaria e estamparia a quente

  • Vidraria e cerâmica

  • Mineração e equipamentos em ambiente confinado

  • Fornos industriais e sistemas de manipulação de material aquecido

  • Operações em que o vazamento hidráulico tem consequência ambiental relevante

O que verificar antes de converter o sistema

Trocar um hidráulico mineral por um fluido de éster não é substituir carga. É uma conversão, e há quatro pontos que precisam ser verificados antes:

Compatibilidade de vedações. Ésteres têm comportamento diferente do óleo mineral com elastômeros. Vedações e mangueiras compatíveis com mineral podem não ser compatíveis com éster, e a falha aparece como vazamento semanas depois da troca. O material das vedações precisa ser confirmado no manual do equipamento.

Compatibilidade de tintas e revestimentos internos. Reservatórios pintados internamente com tinta especificada para óleo mineral podem sofrer ataque, e a tinta desprendida vira contaminação em suspensão.

Limpeza do sistema. Resíduo de óleo mineral remanescente reduz a resistência ao fogo do fluido novo, e é aí que a conversão perde o propósito. O sistema deve passar por flushing antes de receber a carga.https://kelpenoil.com/produtos/industrial/maquinas-e-equipamentos/oleos-hidraulicos/supra-fsh

Controle de água. O fluido é isento de água por formulação, e assim deve permanecer: ésteres são sensíveis à presença de água ao longo do tempo. Respiro com filtro de umidade e monitoramento periódico do teor de água são parte do plano de manutenção, não item opcional.

A especificação do fabricante do equipamento define o fluido. Esta página descreve o produto; a decisão de conversão se toma com o manual e com o time técnico.

Qual classe hidráulica escolher

Linha Supra AW, HLP (parte 2). Pressão severa e temperaturas elevadas, com as conformidades dos fabricantes de bombas.
https://kelpenoil.com/produtos/industrial/maquinas-e-equipamentos/oleos-hidraulicos/linha-supra-aw

Linha Supra HP, HVLP (parte 3). Quando há grandes variações de temperatura, com alto índice de viscosidade e baixo ponto de mínima fluidez.
https://kelpenoil.com/produtos/industrial/maquinas-e-equipamentos/oleos-hidraulicos/linha-supra-hp

Linha Supra AWD, HLPD (parte 2). Quando o sistema convive com água e umidade, isento de zinco, com isenção de cinzas
https://kelpenoil.com/produtos/industrial/maquinas-e-equipamentos/oleos-hidraulicos/linha-supra-awd

Linha Supra, HL (parte 1). Quando o manual do equipamento especifica HL.
https://kelpenoil.com/produtos/industrial/maquinas-e-equipamentos/oleos-hidraulicos/linha-supra

Controle de qualidade: laboratório próprio

Todo lote de Supra HFDU FR 68 é analisado no laboratório da Kelpen Oil em Arujá (SP). Em fluido de éster, os ensaios que definem o comportamento em serviço são a viscosidade cinemática a 40 °C pela ASTM D7042, o índice de viscosidade pela NBR 14358, o ponto de fulgor pela NBR 11341, a massa específica pela NBR 7148, a corrosão em lâmina de cobre pela NBR 14359 e o índice de acidez, que em éster é acompanhado ao longo do uso porque sua evolução indica a degradação do fluido.

São seis dos mais de 25 ensaios do parque analítico, que inclui ainda o teor de água por Karl Fischer pela NBR 11348, determinante em fluido que deve permanecer anidro, a contagem de partículas pela ISO 4406, a espectrometria ICP pela NBR 14786 e a análise por infravermelho pela ASTM E2412. O laudo técnico acompanha cada lote.

Em fluido resistente ao fogo, esse acompanhamento tem peso diferente: a carga é a barreira de segurança do sistema, e a única forma de saber se ela continua íntegra é medir. Análise periódica de água, acidez e partículas não é boa prática opcional aqui, é parte do controle de risco da planta.

Perguntas frequentes

O que é fluido hidráulico resistente ao fogo? É o fluido formulado para dificultar a ignição e não sustentar a chama depois que a fonte de calor é removida. É especificado em sistemas hidráulicos próximos a metal incandescente, fornos e chamas, onde o vazamento sob pressão de um óleo mineral se pulveriza em névoa e inflama com facilidade.

O que significa HFDU? Na classificação internacional dos fluidos resistentes ao fogo, HF designa a família e as letras seguintes a composição. HFD são os fluidos sintéticos anidros, sem água, e HFDU é a subdivisão que abrange os fluidos de éster orgânico. A ausência de água é o que preserva capacidade de carga e faixa de temperatura próximas às de um hidráulico mineral.

Qual a diferença entre HFC e HFDU? A presença de água. Os fluidos HFC obtêm a resistência ao fogo por conterem água em proporção elevada, o que reduz capacidade de carga, restringe a faixa de temperatura e exige controle constante da concentração. O HFDU é anidro, à base de éster, e mantém desempenho hidráulico mais próximo do fluido mineral.

Fluido resistente ao fogo é incombustível? Não. Ele resiste à ignição e não propaga a chama depois que a fonte é removida, o que é diferente de não queimar em nenhuma condição. Essa distinção importa no projeto: o fluido reduz o risco, não substitui as demais medidas de proteção contra incêndio.

Posso trocar meu óleo hidráulico mineral por um fluido de éster? Depende de três verificações prévias: compatibilidade das vedações e mangueiras com éster, compatibilidade da pintura interna do reservatório e limpeza completa do sistema antes da carga nova. Resíduo de óleo mineral remanescente reduz a resistência ao fogo do fluido novo. A especificação do fabricante do equipamento é o ponto de partida.

Fluido de éster precisa de cuidado especial com água? Sim. O fluido é isento de água por formulação e deve permanecer assim, porque a presença de água ao longo do tempo degrada o éster. Respiro com filtro de umidade e monitoramento periódico do teor de água por Karl Fischer fazem parte do plano de manutenção.

Fale com a equipe técnica

Avaliando converter um sistema para fluido resistente ao fogo? O laboratório da Kelpen Oil analisa o óleo em uso, de qualquer fabricante, e o time técnico apoia a verificação de compatibilidade e o plano de limpeza antes da carga. A análise é um serviço pago, com laudo objetivo.

Para análise, boletim técnico ou cotação, chame no WhatsApp pelo botão desta página ou envie sua solicitação pelo formulário de contato. O atendimento é roteado por departamento, então a sua mensagem cai direto no time certo.

A Kelpen Oil atende a indústria em todo o Brasil, com envase sob demanda, do balde ao granel, e laudo técnico acompanhando cada lote. Lubrificantes industriais desde 1999.

Para projetos em avaliação, a visita técnica à fábrica e ao laboratório em Arujá (SP) é a forma mais direta de ver o parque analítico que sustenta cada laudo emitido. As visitas são agendadas caso a caso com o time comercial.

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