O fluido de corte é o líquido jogado onde a ferramenta corta o metal. Ele tem quatro funções: esfriar a ferramenta e a peça, lubrificar o contato da ferramenta com o cavaco e a peça, levar embora as lascas de metal e proteger a peça da ferrugem. Qual delas pesa mais depende do ritmo do corte: no corte rápido, esfriar; no corte lento e forçado, como abrir uma rosca, lubrificar. Quando uma função falha, o sinal aparece na peça ou na ferramenta, e o texto ensina a lê-lo.

O que é fluido de corte?

Fluido de corte é o líquido que molha o ponto exato em que a ferramenta arranca metal da peça. Pense na broca que sai quente da parede depois de um furo, com pó em volta: na fábrica acontece o mesmo, o dia inteiro.

Esse trabalho se chama usinagem: dar forma ao metal arrancando lascas com uma ferramenta, como no torno, na fresadora e na furadeira. O fio da ferramenta, a parte que corta, é a aresta. A lasca arrancada é o cavaco, e o metal que fica é a peça.

O fluido chega por um jato apontado para onde a aresta encontra a peça, escorre para um tanque embaixo da máquina e uma bomba o manda de volta. Ele vem em duas famílias:

  • Integral: óleo usado puro, sem água.

  • Fluidos com água: chegam como concentrado, que se mistura com água na própria máquina. São três: o solúvel, que fica branco como leite; o semissintético, com menos óleo, quase transparente; e o sintético, sem óleo de petróleo, em geral transparente.

O óleo escorrega melhor e a água leva mais calor, por isso as famílias dividem as funções de modo diferente. Os tipos estão no guia de fluido de corte para usinagem industrial, e o preparo da mistura branca, no texto sobre óleo solúvel para usinagem.

Na fábrica, "óleo de corte" costuma ser o nome do integral. Mais adiante vai importar se o óleo é fino ou grosso, o que se chama viscosidade (o quanto ele resiste a escorrer): a água é fina, o mel é grosso.

Se a ferramenta só corta, de onde vem tanto calor?

Por que o fluido de corte precisa refrigerar?

Porque cortar metal gera muito calor, e esse calor amolece a ferramenta e tira a peça de medida.

Dobre um arame para lá e para cá e o ponto da dobra esquenta: metal deformado vira calor. No corte, o calor nasce em três lugares:

  1. Na zona de cisalhamento, a faixa logo à frente da aresta onde o metal é esmagado. Uma camada escorrega sobre a outra, como as cartas de um baralho empurradas de lado, até se soltar e virar cavaco; esse escorregar de camadas é o cisalhamento. A maior parte do calor nasce aqui.

  2. Na face da ferramenta, por onde o cavaco sai raspando. É a fonte que mais aquece a própria ferramenta.

  3. No flanco, a parte da ferramenta logo abaixo da aresta, que roça a superfície recém-cortada.

No torneamento e no fresamento, a maior parte desse calor vai embora com o cavaco. Na retífica é o contrário: cada grão de um disco abrasivo (o rebolo) arranca um cavaco minúsculo, e a maior parte do calor fica na peça. O que fica na ferramenta e na peça é o que o fluido precisa levar.

De onde vem o calor no torneamento e por onde o fluido de corte o leva embora Peça Ferramenta 1 2 3 Cavaco Fluido de corte Torneamento, vista lateral 2 Face da ferramenta pode passar de 700 °C no aço, em corte rápido 3 Flanco 1 Zona de cisalhamento Calor que sai com o cavaco (a maior parte) Calor que o fluido leva

Figura 1. Os três pontos onde o calor nasce; no torneamento e no fresamento a maior parte sai com o cavaco, e o fluido leva o resto.

A ferramenta costuma ser de aço rápido, um aço especial comum em broca, ou de metal duro, uma pastilha bem mais dura que o aço. O que o calor faz:

  1. A aresta quente amolece, e a de aço rápido amolece antes da de metal duro. Isso leva a desgaste rápido: o flanco gasta, e a face ganha uma cratera, um buraco raso atrás do fio onde o cavaco quente arrasta material.

  2. A peça quente dilata, como a tampa de metal do pote que solta debaixo da água quente. Isso leva a peça a medir certo na máquina e sair menor depois de esfriar, fora da tolerância, a faixa de erro que o desenho permite.

  3. As duas coisas juntas levam a refugo e a troca de ferramenta antes da hora.

Quente, o eixo cabe na tolerância; frio, encolhe e sai dela medida medida eixo eixo medido quente na máquina depois de esfriar faixa de tolerância (verde) faixa de tolerância (verde)

Figura 2. Quente, o eixo cabe na tolerância; frio, encolhe e sai dela. O triângulo vermelho marca onde a medida do eixo cai em relação à faixa verde.

Aqui o fluido com água leva vantagem, porque a água guarda e conduz mais calor que o óleo. No corte rápido, o fluido quase não entra no contato entre o cavaco e a ferramenta: esfria por fora, molhando tudo em volta. Por isso a vazão e a mira do bico contam tanto quanto o produto.

Como isso aparece na sua fábrica: a medida da peça muda do começo para o fim do turno, a ferramenta de aço rápido sai azulada e o cavaco muda de cor em relação ao normal daquela operação.

Para quem precisa do número: na usinagem de aço em velocidade alta, o contato entre o cavaco e a ferramenta passa de 700 °C (Trent e Wright, Metal Cutting; Machado et al., Teoria da Usinagem dos Materiais). O aço dilata cerca de 0,012 mm por metro a cada grau Celsius. Um eixo de 100 mm medido 20 °C acima do ambiente encolhe 0,024 mm ao esfriar. É mais que toda a tolerância IT6 da ISO 286-1 nessa faixa de diâmetro (80 a 120 mm), que é de 0,022 mm.

Esfriar resolve o calor. Falta o atrito do cavaco contra a ferramenta.

Como o fluido de corte lubrifica a ferramenta?

O fluido forma uma película entre o cavaco e a ferramenta, que separa os dois metais e impede o cavaco de grudar na aresta.

É a gota de óleo que faz a dobradiça parar de ranger. Na ferramenta, o cavaco é empurrado contra a face com pressão enorme, e o fluido precisa entrar pela borda de fora desse contato, onde o cavaco se afasta da face. Ele entra melhor no corte lento, porque tem tempo de chegar antes de o cavaco passar.

Ali, ele reduz a área em que o cavaco gruda; no meio do contato, onde o cavaco fica colado à face, o fluido não chega em nenhum ritmo.

Um fato de todo corte: o cavaco sai mais duro do que entrou, porque foi esmagado, como o clipe de papel que endurece depois de dobrado muitas vezes. Isso acontece com ou sem fluido.

Esse metal endurecido é duro o bastante para cortar no lugar da ferramenta. Sem a película, no corte lento e forçado, acontece o seguinte:

  1. Pedaços desse metal endurecido grudam na aresta, soldados pela pressão e pelo calor, e formam a aresta postiça, uma ponta falsa que passa a cortar no lugar da verdadeira.

  2. Ela cresce e se solta aos pedaços, que ficam grudados na peça ou arrancam lascas da ferramenta. Isso leva a acabamento áspero, rebarba (sobra de metal na borda) e medida irregular.

A aresta postiça é típica de velocidade baixa a média e de metal macio que gruda, como o alumínio e o aço de baixo carbono, o aço comum mais mole.

Para evitá-la, o fluido leva aditivos, produtos químicos que reforçam o que o óleo faz. Com pouca pressão, o aditivo de oleosidade, uma gordura, gruda no metal e forma uma película escorregadia.

Quando o calor e a pressão rompem essa película, entra o aditivo de extrema pressão (EP), em geral de enxofre (há também de fósforo e, cada vez menos, de cloro). Ele reage com o metal quente e forma uma camada fina que desliza fácil, se refaz a cada passada e impede a solda.

Sem película nasce a aresta postiça; com o aditivo EP o cavaco desliza aresta postiça metal grudado acabamento áspero película do aditivo EP acabamento liso Sem película Com aditivo EP

Figura 3. Sem película, nasce a aresta postiça e a peça sai áspera; com o aditivo EP, o cavaco desliza e a peça sai lisa.

Como isso aparece na sua fábrica: rosca com o filete rasgado (o filete é a crista em espiral da rosca), macho (a ferramenta que abre rosca dentro do furo) quebrado no furo, superfície com aspecto de metal arrancado e metal grudado na ponta da ferramenta, muito comum no alumínio.

Para quem precisa da referência: a aresta postiça some quando a velocidade de corte e a temperatura da zona de corte sobem o bastante (Trent e Wright, Metal Cutting; Machado et al.).

E o cavaco, depois que sai, vai para onde?

Como o fluido de corte tira o cavaco?

Pelo arraste do jato, como a mangueira que lava a areia da calçada até o ralo. O fluido leva o cavaco ao tanque, onde um filtro ou um decantador (caixa em que o pó assenta no fundo) o separa. Isso importa em três casos:

  1. Cavaco no caminho: é cortado de novo e risca a peça.

  2. Furação profunda, o furo muito mais comprido que largo: o cavaco que não sai entope os canais da broca, o que leva a broca a travar e quebrar. Ali o fluido, muitas vezes óleo, entra com pressão alta por dentro da própria broca e empurra o cavaco para fora.

  3. Retífica, o acabamento com o rebolo, um disco de grãos abrasivos duros que funciona como lixa redonda: o pó fino de metal entra nos poros do rebolo, e o fluido o lava.

Com fluido por dentro da broca o cavaco sai; sem ele o canal entope Com fluido fluido por dentro da broca cavaco saindo pelos canais Sem fluido canal entupido broca trava

Figura 4. Com fluido por dentro da broca, o cavaco sai; sem ele, o canal entope e a broca trava.

O tanque precisa reter esse pó, senão o fluido volta sujo para a peça.

Como isso aparece na sua fábrica: risco em espiral na peça, cavaco acumulado na mesa, broca quebrada no furo fundo e filtro entupindo.

O fluido com água esfria e limpa. Mas água em cima de aço não enferruja?

Como o fluido de corte protege contra corrosão?

Com aditivos que formam uma película sobre o metal e afastam a água e o ar.

A chave de boca esquecida molhada no quintal amanhece com ferrugem, que precisa de ferro, água e oxigênio do ar. O fluido com água leva a água até a peça; sem proteção, ele mesmo seria a causa. Por isso todo fluido com água leva inibidor de corrosão, um aditivo que gruda no metal e forma uma película fina contra a água e o oxigênio.

A mistura também é mantida alcalina, o contrário de ácida (o sabão é alcalino; o limão, ácido), o que ajuda o inibidor. Como todo líquido com água parado, o tanque pode criar bactéria, que tira a alcalinidade da mistura e enfraquece essa proteção.

A proteção vale para a peça, a mesa da máquina e o barramento, as guias por onde o carro da máquina desliza. O integral, sem água, protege pelo próprio óleo que cobre o metal.

Sem inibidor a gota enferruja o aço; com a película o metal fica limpo sem inibidor: ferrugem película do inibidor metal limpo Gota sobre o aço Gota sobre o aço

Figura 5. Sem inibidor, a gota enferruja o aço; com a película, o metal fica limpo.

O cobre, o latão e o bronze, o metal amarelo, pedem fluido que não os manche. No integral, o risco é o enxofre ativo, o do aditivo EP que reage fácil com o metal. No fluido com água, são as aminas, ingredientes que deixam a mistura alcalina e protegem o aço, mas podem atacar o cobre.

Essa proteção cobre o tempo de fábrica, entre uma operação e outra. Peça que vai para estoque ou embarque costuma levar um óleo protetivo próprio.

Como isso aparece na sua fábrica: ferrugem na peça horas depois da usinagem, mancha na mesa e mancha escura em peça de latão.

Para quem precisa da norma: o ataque ao cobre se mede pela corrosão em lâmina de cobre, NBR 14359 (equivalente à ASTM D130). Ela foi feita para produtos de petróleo, então vale para o integral; no concentrado do solúvel serve só como indicação. Para a ferrugem do fluido misturado com água, a referência pública é o ensaio de cavaco de ferro fundido sobre papel de filtro, DIN 51360-2 (parecido com a ASTM D4627).

Com as quatro funções claras, resta saber qual pesa mais na sua máquina.

Para que serve o fluido de corte em cada operação?

Em toda operação o fluido cumpre as quatro funções, mas o peso muda com o ritmo: quanto mais rápido o corte, mais manda esfriar; quanto mais lento e forçado, mais manda lubrificar. Tirar o cavaco e proteger valem sempre.

No torneamento, a peça gira e a ferramenta a corta; no fresamento, a ferramenta gira e a peça avança contra ela.

OperaçãoRitmo do corteFunção que mandaPor quê
Retífica comum, na maioria dos casosRápidoEsfriar e lavar o reboloOs grãos do rebolo cortam pouco por vez e esfregam muito, e a maior parte do calor fica na peça
Torneamento, fresamento e furação de uso geralMédio a rápidoEsfriar e tirar o cavaco, com alguma lubrificaçãoO calor pesa mais que a pressão no fio
Rosca com macho, alargamento (acerta um furo já feito) e brochamento (uma ferramenta comprida de dentes em degrau, que passa uma vez)Lento e forçadoLubrificar e evitar a aresta postiçaPressão alta no fio; o acabamento depende do fio limpo
Brunimento (acabamento de furo com pedras abrasivas)LentoLavar a pedra e lubrificar na medidaA pedra empasta de metal se não for lavada, e fica lisa se o óleo for grosso demais
A velocidade do corte decide qual função manda tirar o cavaco e proteger: sempre lubrificar esfriar quanto mais alta a linha, mais a função pesa corte lento corte rápido rosca com macho, alargamento e brochamento torneamento, fresamento e furação de uso geral retífica comum exceção: retífica de rosca e de engrenagem rápida, mas pede lubrificar, com óleo integral fino brunimento: lavar a pedra e lubrificar na medida fica fora da régua: o óleo grosso demais espelha a pedra

Figura 6. Do corte lento ao rápido, lubrificar perde peso e esfriar ganha; a retífica de rosca e de engrenagem é uma exceção.

A retífica de rosca e de engrenagem é uma exceção: rápida, mas pede lubrificar, com integral fino.

Outra exceção é o fresamento com metal duro. O fio entra e sai do corte a cada volta, esquenta dentro e esfria fora; um jato que não o cobre por igual aumenta esse choque e pode trincá-lo. Por isso essa operação muitas vezes corre a seco ou com pouquíssimo óleo em névoa.

A função que manda puxa a família: onde manda esfriar, em geral fluido com água; onde manda lubrificar, integral ou fluido com água de alta lubrificação, com EP. A escolha por metal e por segurança está no guia de fluido de corte para usinagem industrial.

A Kelpen Oil formula a linha completa de fluidos para usinagem de metais (integral, solúvel, semissintético e sintético), com opções sem cloro, sem boro e sem nitrito (substâncias que algumas fábricas querem evitar nos fluidos). A Equipe Técnica ajuda a pesar as operações da sua máquina.

O brunimento também usa abrasivo. Lá, o fluido faz o quê?

Qual a função do fluido de corte no processo de brunimento?

No brunimento, o fluido lava a pedra abrasiva e lubrifica, na medida certa, o contato dela com o furo.

Brunimento é o acabamento fino de furos de precisão, como o cilindro do motor e o corpo de válvula hidráulica. Pedras abrasivas presas numa ferramenta giram e sobem e descem dentro do furo, tiram pouquíssimo metal e deixam riscos cruzados finos. É a lixa d'água do funileiro, usada molhada para não entupir.

Aqui a viscosidade pesa. As duas funções que mandam:

  1. Lavar. O pó de metal e os grãos soltos saem dos poros da pedra. Sem lavagem, os poros enchem de metal (empastamento), e a pedra para de cortar e passa a esfregar, o que leva a calor, risco e furo fora de forma.

  2. Lubrificar na medida. O óleo controla o atrito e o calor entre a pedra e o furo. A pedra se afia sozinha: os grãos gastos se soltam e deixam à mostra grãos novos e afiados. Com óleo grosso demais, ele amortece o contato, os grãos gastos não se soltam, e a pedra fica lisa e para de cortar (espelhamento).

Por isso o brunimento usa óleo integral fino: entra nos poros, sai com o resíduo, não amortece demais o contato e fica menos na peça. Em resumo: empastamento é poro cheio de metal, falta lavar; espelhamento é pedra lisa; do lado do fluido, a causa é óleo grosso demais.

A pedra no furo e seus três estados pedra abrasiva gira, sobe e desce riscos cruzados óleo fino: poros limpos, grãos novos sem lavagem: empastamento óleo grosso demais: espelhamento

Figura 7. A pedra no furo e seus três estados: óleo fino, sem lavagem e óleo grosso demais.

Para quem precisa do número: o brunimento retira, em geral, centésimos de milímetro. O grau do óleo de brunir se lê pela classe ISO VG da ISO 3448, explicada no texto sobre o que significa ISO VG.

E no dia a dia, como saber qual função está falhando?

O que acontece quando o fluido de corte falha?

O sinal aparece na peça ou na ferramenta antes de qualquer análise, e cada sinal aponta uma função.

Nos fluidos com água, muitas causas passam pela concentração: quanto concentrado vai na água da mistura, em porcentagem. Concentração abaixo da que o fornecedor recomenda tira lubrificação e proteção ao mesmo tempo. Como conferi-la está no texto sobre óleo solúvel para usinagem.

Sintoma na máquinaFunção que falhouCausa mais comum
Medida que varia ao longo do turno; mancha de queima na peça retificadaEsfriarVazão baixa, bico fora de mira, mistura fraca ou integral onde a operação pede água
Rosca rasgada, rebarba, metal grudado no fioLubrificarFluido sem EP para a operação, mistura fraca demais
Risco em espiral, broca quebrada em furo fundo, filtro entupidoTirar o cavacoJato fraco, tanque com cavaco boiando no fluido, filtro saturado
Ferrugem na peça ou na mesaProtegerMistura fraca, água com muito sal dissolvido, bactéria que tira a alcalinidade da mistura
Espuma transbordando do tanqueEsfriar e tirar o cavacoMistura errada, bomba puxando ar (a espuma é ar, que leva pouco calor)
Fumaça e névoa no integralEsfriarÓleo fino e volátil demais para a velocidade (evapora no fio quente), vazão baixa; sem exaustão, a névoa fica no ar

O sintoma diz onde olhar; o laboratório confirma.

Como a Kelpen Oil confere cada função do fluido de corte?

A Kelpen Oil formula fluidos para usinagem e os confere no laboratório próprio em Arujá (SP), que faz 25 análises. Três se ligam às funções deste texto:

O que medimosO que revelaNorma
Viscosidade a 40 °C (viscosímetro SVM 4001)Se o integral é fino o bastante para entrar no contato e lavar, sem sair em excesso grudado na peça e no cavaco (lubrificar, brunimento)ASTM D7042
Enxofre por fluorescência de raios XO enxofre total do integral novo, da base e do aditivo somados, só como indicação, e só em integral sem cloro; mostra se há aditivo de enxofre, mas não diz se é ativo, o que mancha o cobre e é visto na lâmina de cobre (lubrificar)ASTM D6481
Corrosão em lâmina de cobre, 3 horas a 100 °CSe o fluido mancha cobre, latão e bronze; no concentrado do solúvel, como indicação (proteger)NBR 14359

No fluido já em uso, a análise é serviço pago, com os ensaios que a Equipe Técnica indicar. A lista completa está no texto sobre o laboratório de lubrificantes e seus ensaios.

Perguntas frequentes

O que substitui o fluido de corte? Em uso geral, nada entrega o mesmo resultado. Em operações e metais específicos há a usinagem a seco e a MQL (mínima quantidade de lubrificante, um pouco de óleo soprado em névoa direto no fio); as duas perdem a lavagem do cavaco e a maior parte da refrigeração.

Dá para fazer fluido de corte caseiro? Para uso industrial, não com o mesmo resultado. A mistura improvisada não tem inibidor de corrosão, aditivo EP nem controle de bactéria: separa no tanque, enferruja a peça e expõe a pele do operador.

Toda usinagem precisa de fluido de corte? Não. O ferro fundido cinzento é muito usinado a seco, porque a grafita (carbono em lâminas dentro do metal) ajuda a lubrificar e o cavaco sai em pó; e muito fresamento com metal duro corre a seco para o fio não trincar. A decisão pesa a vida da ferramenta, a medida da peça e a limpeza da máquina.

Fale com a Equipe Técnica

A Equipe Técnica Kelpen Oil avalia a operação mais exigente, o metal, a velocidade, a máquina e a água disponível, e indica o fluido adequado. Se o fluido já está em uso, o laboratório de Arujá (SP) faz a análise do fluido em uso, como serviço pago.

Antes de trocar de fluido, anote o sintoma e a operação em que ele aparece: a tabela de sintomas diz qual função falhou e por onde começar. Salve este artigo ou envie para quem cuida da usinagem na sua empresa.